27/06/2016
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La Mirada Chilena, Vídeos

A experiência de um Chileno que morou no Brasil

Mais um episódio da série La Mirada Chilena e nele vocês saberão a opinião de um amigo chileno que morou 1 ano no Brasil. Acho que essa troca faz um bem enorme porque ficamos em contato com diferenças culturais e temos como saber a percepção dos estrangeiros sobre o nosso país e inclusive nos surpreendemos positivamente.

Espero que tenham gostado do vídeo. Apenas esclarecendo algumas coisas:

  • Meu amigo morou em Brasília, portanto na maioria das vezes ele está falando de percepções locais, ou seja, de Brasília. Ele me disse que não teve tempo para perceber como cada estado do Brasil pode ser visto como outro país devido a variedade de costumes, comportamentos e crenças.

 

  • Quando eu digo que é caro morar no Brasil, me refiro a quantidade de impostos que pagamos independente da região que moramos. Isso não quer dizer que no Chile não seja caro viver, é apenas diferente a forma como o dinheiro público é administrado e dividido para cada um dos recursos internos. Por isso que dificilmente concordo com um turista que fala do custo de vida do Chile quando ele ainda não vive no país e tem apenas a visão turística, mesmo que venha ao Chile com frequência a passeio. É bem diferente as duas percepções. Se tem interesse em saber o custo de vida do Chile, clique aqui e no menu Chile/Quero Morar no Chile vai encontrar tudo o que precisa.

 

  • Falando sobre visão turística, vale ressaltar que o real está desvalorizado. Até pouco tempo atrás, cada 1 real valia 300 pesos e os brasileiros saíam do Chile carregados de compras. Hoje, com cada 1 real valendo aproximadamente 170 pesos chilenos, ele com sorte faz passeios. É preciso sempre lembrar disso antes de apenas dizer que o Chile é caro.

 

  • E sobre o que eu disse a respeito de não chegar nada da América Latina no Brasil e do quanto a América Latina sabe sobre nosso patrimônio cultural, é uma realidade que apenas quando se mora fora você se dá conta.

 

Deixem sugestões para os próximos episódios.

 

23/06/2016
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Como é morar fora, Vídeos

Por que eu vim morar no Chile

Tantos anos, posts e vídeos conversando com vocês e só agora percebi que nunca contei como e porque eu vim morar no Chile. Resolvi contar em vídeo – através de alguns vídeos na verdade – todo o meu processo de mudança: como me organizei, o que pesquisei, o que eu trouxe na mala, como foi a reação da minha família, como foi o meu processo de adaptação, entre outras perguntas que sempre me fazem.

Nesse primeiro vídeo da série #FêNoChile, eu conto como surgiu a ideia de morar fora.

Pronto! Agora vocês sabem um pouquinho mais sobre mim. A ideia da série é ajudar quem está pensando em morar no Chile mas também quem deseja morar em outro país e não sabe por onde começar a se organizar.

Se você quer dicas mais específicas como vistos, documentação, moradia e etc, é só ler o que já foi publicado no menu Quero Morar no Chile. Se quer saber como é morar fora e dicas para morar em qualquer país, clique aqui.

Sugestões de vídeos para esta série são bem vindos.

21/06/2016
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Reflexões

Como eu era antes do nosso fim

quem eu era antes do nosso fim

Já faz 6 meses que o nosso relacionamento acabou. Já passei a fase de não querer sair de casa, de ter o Netflix como único companheiro e de chorar até com comercial de tv.

Agora que a vida aos poucos tem voltado ao normal, sou capaz de analisar como eu era antes do nosso fim, antes de oficialmente você não mais fazer parte dos meus dias.

Antes do nosso fim eu era alguém sem memória pessoal, alguém que já tinha esquecido como era ter vontades próprias, sonhos exclusivos. Alguém que não se lembrava como era se sentir bem na própria companhia.

Antes do nosso fim eu era alguém que acreditava – e rezava fortemente para que isso fosse verdade – que meu amor, por ser tão grande, era suficiente para manter a nossa relação. Quanta frustração eu teria evitado se apenas lembrasse que um relacionamento é composto pelo amor e renúncia de duas pessoas e que amar por dois não basta.

Eu era alguém que postergava meus sonhos por acreditar que o que vivíamos era maior e nada deveria estragar isso. Enquanto isso, o “nós” era bem mais singular do que plural. Nossa relação foi o porto seguro que você precisava para conquistar tudo o que queria. O que pode ser melhor do que ter ao lado alguém que espera pacientemente o outro ser feliz enquanto ele não tem a liberdade de ser também?!

Uma pessoa sem autoestima. Era isso o que eu era antes do nosso fim. Eu achava que não seria possível ou ao menos não tão fácil encontrar outra pessoa em um mundo que supera 7 bilhões de habitantes. Aonde foi parar a minha sanidade?

Eu não acreditava em novos encontros, na possibilidade de me apaixonar por um novo sorriso, um novo toque, um novo olhar e de gostar de outros tipos de manias. Eu duvidava do meu poder de readaptação e de que o amor é realmente um sentimento capaz de se reinventar e não uma pessoa que quando se vai, leva com ela todas as chances de uma vida feliz novamente.

Antes do nosso fim eu simplesmente era. Não havia em mim nenhuma esperança de resgatar o nosso feliz passado, de me encontrar naquele frustrado presente e de ver um futuro que dizem que sempre está naquela luz no fim do túnel.

Mas hoje estou aqui, me olhando no espelho em uma segunda-feira pela manhã com os cabelos bagunçados, com a cara de quem se lembra da piada sem graça que ouviu antes de dormir e que ainda assim rendeu boas risadas, na ansiedade por tomar essa xícara de café que tenho nas mãos como se fosse um vinho gran reserva, rindo do quanto eu não sabia nada sobre mim, sobre nós e do quanto tudo o que me fazia chorar, hoje é até divertido contar.

Então achei que tinha uma dívida contigo e comigo e vim pagar contando o que eu deixei de ser e o que me tornei depois do nosso fim: alguém que é dono do seu caminho e feliz com sua essência e que entende que a única forma de ser feliz, sozinho ou acompanhado, é sendo completamente realizado como indivíduo.

Venho te contar não em forma de vingança  e sem aquele sentimento mesquinho com que muitos são tomados ao terminar uma relação e sentem a necessidade de mostrar o quão bem estão sem estar. Veja bem, demorei 6 meses para fazer isso e assumo tudo o que sofri até chegar aonde estou.

Apenas decidi te contar isso para que mais uma vez você se sinta livre da carga, se é que ela te acompanha, de achar que destruiu a minha vida. Embora alguns vejam isso como um mérito, eu me sentiria a pior pessoa se alguém tivesse essa impressão sobre mim. Não, você não destruiu a minha vida. Você apenas fez com aquela tudo aquilo que eu, sem saber quem era de verdade, te permiti fazer. Isso não apaga os seus erros mas no fundo todo mundo dá o que tem e todo mundo só aceita aquilo que julga ser capaz e eu aceitei as condições por muito tempo.

Quem eu era antes do nosso fim morre hoje para que a pessoa que eu me tornei depois do nosso fim dê início a uma nova história. É uma pena não te ver nela mas talvez a única forma de eu ser uma pessoa plena só fosse possível sem você. Fica aqui o meu agradecimento por devolver a minha plenitude.

*Se trata de uma crônica e não de um relato pessoal.

**Imagem: Pixabay


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